quarta-feira, 19 de junho de 2013

MINHA EXPERIÊNCIA COM A LEITURA - PRIMEIRA PASSOS 

O meu contato com a leitura na infância era com livros que ganhava de clientes da minha mãe que trabalhava em um setor comercial , e as editoras sempre disponibilizavam livros para apreciação e minha estimada mãe , que hoje não está nesse mundo astral , repassava os livros infantis como presentes, eu sempre adorava cheiro de livro novo rss, e como ainda era muito pequena tinha uns 4 ou 5 anos , não dominava a leitura por completo , observava as páginas, figuras e ilustrações dos livros , isso fazia que imaginasse como seria a história , minha mãe nunca teve muito tempo para acompanhar esse processo , apenas proporcionava os livros , mas eu que buscava informações . meu primeiro livro de infância foi a Coisa de Ruth Rocha eu imaginava as situações e sensações por não saber ler .
Mas acredito que estimular a leitura nos primeiros momentos da infância é meramente importante porque aguça e incentiva o gosto por ler.

Nos dias atuais incentivo e leio livros com minha pequena de 3 anos , hoje o livro preferido de minha filha é o clássico Chapeuzinho Vermelho , leio , releio com ela , e imagino que essa prática ficará na memória dela de alguma maneira.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Situação de Aprendizagem - Avestruz



Texto -  Avestruz
Mário Prata

Público alvo – 9º ano do Ensino Fundamental
Tempo estimado – 4 aulas
1ª etapa
Os alunos farão uma leitura silenciosa, pesquisa de vocabulário e formularão questões sobre curiosidades que surgiram ao longo da leitura.
2ª etapa
Momento de compartilhar essas curiosidades, verificar o que o próprio grupo já sabe responder e o que necessita de pesquisa para aprendermos mais sobre o avestruz.
3ª etapa
Levantar o assunto em uma discussão sobre como explicar a uma criança sobre a viabilidade dos desejos. Alguns são possíveis, outros não. Neste caso, após a pesquisa e com informações que o próprio texto fornece já seria possível pensar em argumentos que impossibilitam ter uma avestruz, assim como um urubu , ou ainda cinco gaivotas em um apartamento.
4ª etapa
Orientar o  alunos da estética e estrutura da carta argumentativa para que o aluno produza e destine ao garoto , explicando os porquês da impossibilidade de se ter em casa as aves por ele desejadas.
5ª etapa
Leitura oral e análise dos textos produzidos.

Situação de Aprendizagem - Pausa



 Situação de Aprendizagem

Texto – Pausa
 Moacyr Scliar
 
Público alvo – 1º ano do Ensino Médio
Tempo estimado: 4 aulas

1ª etapa
Leitura oral feita pelo professor, acompanhada pelos alunos. Depois uma segunda  leitura , agora silenciosa feita pelos alunos. Quando todos  terminarem , levantar o que eles compreenderam do texto.
2ª etapa
Prevendo que alguns perceberão a necessidade do personagem de ficar sozinho para dar vazão aos seus sonhos, instigá-los e pensar se também sentem esta necessidade, com qual freqüência e por que acham que sentem isso.
3ª etapa
Há um momento do sonho de Samuel onde aparece um índio que sugere algo relacionado a sua sexualidade, tema  em pauta constantemente nas mídias. Pode-se então falar também sobre isso, desejos bastante secretos que podem aparecer na interpretação de um sonho como esse.
4ª etapa
Propor a realização de uma narrativa, onde o aluno, dentro da sua rotina, encontre um meio de se refugiar em um local que ele julgue adequado para dormir e sonhar e assim relatar o sonho que teria.
5ª etapa
Leitura oral e análise dos textos produzidos em sala pelo professor e pelos colegas.

Situação de Aprendizagem - Meu primeiro beijo



Situação de Aprendizagem
Texto - Meu primeiro beijo

Antonio Barreto



Público alvo – 8º ano do Ensino Fundamental

Tempo estimado – 4 aulas


1ª etapa

Uma parceria com a disciplina de Ciências, seria aqui muito valiosa, pois com tantos dados relativos ao corpo humano e suas alterações em determinada situação, uma leitura prévia com o professor de Ciências esclareceriam regiamente as informações fornecidas pelo texto.

2ª etapa

No segundo contato com o texto, já na aula de Português, será a realizada a segunda leitura, pelo professor, que agora interpreta, dá vida ao texto, com uma leitura dramatizada, com ares adoslecente.

3ª etapa

Levantar o assunto em relatos orais para saber quem já teve a experiência do primeiro beijo e como foi, quais foram as sensações. Aqui já se pode prever, alunos intimidados, outros bem à vontade, por este motivo é importante manter a leveza e o bom nível destes relatos através de uma pauta prévia que seja repetida para todos.

4ª etapa

O texto e sua exploração obviamente vão mexer com a emoções e sentimentos dos alunos, portanto nada melhor que orientá-los sobre a produção de poemas curtos, com quatro estrofes e versos livres e rimas fáceis, fazer leitura de vários poemas já existentes e depois deixá-los escrever, para que ali possam expressar o que foi o seu primeiro beijo.

5ª etapa

Exposição destes poemas em um painel na sala de aula para apreciação dos demais colegas.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

TEXTO  AVESTRUZ


AVESTRUZ  - MARIO PRATA


filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus dez anos, 
uma avestruz. Cismou, fazer o quê? Moram em um apartamento em 
Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era 
minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino 
conheceu as avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo 
impressionou o garoto.
Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se 
entregavam em domicílio.
E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. A 
avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar a avestruz, 
deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado 
primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa 
uma avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a 
altura pode chegar a quase três metros. 2,7 para ser mais exato.
Mas eu estava falando da sua criação por deus. Colocou um pescoço que 
não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de 
asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar 
que saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.
Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois 
dedos em cada pé. 
Sacanagem, Senhor!
Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. 
Tanto é que logo depois, Adão, dando os nomes a tudo que via pela frente olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em 
forma de salsicha.
Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao 
seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que 
elas vivem até os setenta anos e se reproduzem plenamente até os quarenta, 
entrando depois na menopausa, não têm, portanto, TPM. Uma avestruz com 
TPM é perigosíssima!
Podem gerar de dez a trinta crias por ano, expliquei ao garoto, filho da 
minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de 
avestruzes correndo pela sala do apartamento.
Ele insiste, quer que eu leve uma avestruz para ele de avião, no domingo. 
Não sabia mais o que fazer.
Foi quando descobri que elas comem o que encontram pela frente, 
inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo. 
máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, 
principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai 
bem.
Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz 
por cinco gaivotas e um urubu.
Pedi para a minha amiga levar o garoto num psicólogo. Afinal, tenho 
mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.

Situação de aprendizagem 

Texto: Avestruz (Mário Prata)



Ativação – Conhecimento prévio


1- Você já viu um avestruz?

2- É uma ave ou um mamífero?

3- Onde é encontrado o avestruz?

4. Localização de informações no texto 

 Leitura silenciosa dos alunos 

 Leitura em voz alta pela professora

5- Por que o garoto queria o avestruz de presente?

6- Que defeitos o autor aponta no avestruz?

7- Com que animais o autor compara o avestruz?

8- Que recurso o autor usou para convencer o garoto a aceitar outro presente?

Produção de inferência: 

1- Por que Deus está grafado com letra minúscula?

2- Em um apartamento é possível criar cinco gaivotas e um urubu?

Recuperação das relações interdisciplinares

1- O que é menopausa?

2- O que é TPM ?

3- O que o autor quer dizer com “gigolô de avestruz”?

Recuperação  do contexto de produção

1- A que gênero pertence o texto?

2- Identifique os  seguintes elementos da narrativa:

a) Tempo;

b) Espaço;

c) Personagens.

Tarefa extraclasse

Trabalhar a interdisciplinaridade com Ciências

 TEXTO : PAUSA 

Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro, fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha, preparando sanduíches, quando a mulher apareceu,bocejando:— Vais sair de novo, Samuel? Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas as sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém-feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.— Todos os domingos tu sais cedo — observou a mulher com azedume na voz. — Temos muito trabalho no escritório — disse o marido, secamente. Ela olhou os sanduíches: — Por que não vens almoçar?— Já te disse; muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche. A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse à carga. Samuel pegou o chapéu:— Volto de noite. As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem. Guiava vagarosamente; ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas. Estacionou o carro numa travessa quieta. Como pacote de sanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duas quadras. Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno e sujo. Olhou para os lados e entrou furtivamente. Bateu com as chaves do carro no balcão, acordando um homenzinho que dormia sentado numa poltrona rasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs-se de pé:- Ah! seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é? A gente... - Estou com pressa, seu Raul - atalhou Samuel. - Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre. - Estendeu a chave. Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante. Ao chegar ao último andar, duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam-no com curiosidade:- Aqui, meu bem! - uma gritou, e riu; um cacarejo curto. Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta à chave. Era um aposento pequeno: uma cama de casal, um guarda-roupa de pinho; a umcanto, uma bacia cheia d'água, sobre um tripé. Samuel correu as cortinas esfarrapadas, tirou do bolso um despertador de viagem, deu corda e colocou-o na mesinha de cabeceira. Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido; com um suspiro, tirou o casaco e os sapatos, afrouxou a gravata. Sentado na cama, comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou os dedos no papel de embrulho, deitou-se e fechou os olhos. Dormir. Em pouco, dormia. Lá embaixo, a cidade começava a mover-se: os automóveis buzinando, os jornaleiros gritando, os sons longínquos. Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculo luminoso no chão carcomido. Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa. Perseguido por um índio montado a cavalo. No quarto abafado ressoava o galope. No planalto da testa, nas colinas do ventre, no vale entre as pernas, corriam. Samuel mexia-se e resmungava. Às duas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas. Sentou-se na cama, os olhos esbugalhados; índio acabara de trespassá-lo com a lança. Esvaindo-se em sangue, molhado de suor. Samuel tombou lentamente:ouviu o apito soturno de um vapor. Depois, silêncio. Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia, lavou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu. Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista.- Já vai, seu Isidoro?- Já - disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o troco em silêncio.- Até domingo que vem seu Isidoro - disse o gerente.- Não sei se virei - respondeu Samuel, olhando pela porta; a noite caía.- O senhor diz isto, mas volta sempre - observou o homem, rindo. Samuel saiu. Ao longo do cais, guiava lentamente. Parou um instante, ficou olhando os guindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa. ¨


Situação de aprendizagem elaboradanos encontros presenciais pelos professores :  Fabiana Vieira, Amanda Radesca, Adílson Fernandes, Esmeralda Lopes, Ayunes Silva de Lima , Marisa Romano, Davis Martins,Adriana Felix , Eliane Ribeiro. 


Texto: Pausa

Plano de Aula

Público Alvo: 3º ano do ensino médio

Esse texto requer um conhecimento de mundo para ser interpretado.


Objetivo:  Construir o perfil psicológico desse personagem e trabalhar com diferentes tempos (cronológico e psicológico) que estão presentes na narrativa.

Antes da leitura, fazer perguntas para contextualizar:


1 . Em algum momento você desejou ficar só?


2.Nesses momentos o que você fez ou costuma fazer?


Após a leitura:

1- Traçar o perfil de Samuel (personagem); Comente seu comportamento.

2- Identificar suas diferentes identidades (Samuel e Izidoro)

3- Na sua opinião, o que leva Samuel a ter essa atitude de fuga?

4- A questão do tempo é fundamental nessa narrativa. Caracterize a passagem do tempo cronológico para o tempo psicológico.

5- Comente o título do texto.

6- Produção textual: Elabore ações futuras para o personagem, levando em consideração a questão do tempo.

PLANO DE AULA - TEXTO: "MEU PRIMEIRO BEIJO" - ANTONIO BARRETO

MÓDULO 3 - PLANO DE AULA - TEXTO: MEU PRIMEIRO BEIJO"


  Esse plano de aula foi desenvolvido nos encontros presenciais com os seguintes professores : Efigênia Aniceto, Francisco Fabiano, Gleidson Gonçalves, Juliana Dutra e Marisa Augusto 


Texto: Meu Primeiro Beijo



OBJETIVOS: - Analisar a evolução das relações humanas por meio da percepção das relações de intertextualidade e interdiscursividade;

- Identificar outras linguagens a partir de apreciações relativas a valores éticos;

- Reconhecer os gêneros textuais: Crônica e Música (suas características).

CONTEÚDOS: - Leitura do texto “Meu primeiro beijo” (Antonio Barreto);

- Conceito de intertextualidade (música e texto);

- Gênero Textual crônica e música;

- Linguagem coloquial X linguagem culta.

ESTRATÉGIA: - Leitura do texto (individual)

- Questões para levantamento de hipóteses e introdução do tema;

- Discussão a partir das respostas;

- Divisão da sala em grupos onde cada um receberia a letra de uma música (de 

uma determinada época).

AVALIAÇÃO:  - Confecção de um mural com cartazes em forma de linha do tempo com as palavras mais usadas falando beijo (para análise da evolução das relações 
humanas.